POLÍTICAS PÚBLICAS: possibilidades e desafios para a redução das desigualdades educacionais




INFORMAÇÕES

Data: 28 de agosto

Horário: das 15h às 17h

Cadastro: das 14h30 às 15h

Local: Biblioteca Viriato Corrêa

Endereço: Rua Sena Madureira, 298 – próximo ao metro Vila Mariana

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PALESTRANTES

PROFA. DRA. VANDA MENDES RIBEIRO


Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado e doutorado) da Unicid (SP). Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da USP. Graduada em Ciências Sociais pela UFG (GO), com especialização em Sociologia pela Universidade Paris III e mestrado em Sociologia pela Unicamp. Lidera o Grupo de Pesquisa Educação e Vulnerabilidade Social nos Territórios, no CNPQ. Atuou como consultora junto ao MEC e INEP.

BINHO MARQUES


Educador, pós-graduado em História Econômica da Amazônia na UFAC e mestrado em educação na área de gestão e planejamento pela UFRJ. Secretário de Educação de Rio Branco, no Acre (1993-1996), e consultor da Unicef em Educação (1997-1998). Secretário de Educação do Acre (1999-2003), vice-governador (2003-2006), quando foi secretário das pastas de Educação e de Desenvolvimento Humano e Inclusão Social, e governador (2007-2010). Foi também secretário nacional do MEC (2012-2016). Trabalha atualmente como consultor em gestão pública.

EDNEIA GONÇALVES


Socióloga, educadora com vasta experiência na elaboração e avaliação projetos educacionais, assim como na formação de gestores e professores, e coordenadora adjunta da ONG Ação Educativa. Atua desde 2004 na coordenação e na execução de projetos de cooperação técnica internacional na área da educação, cuja atuação abrange diferentes países do continente africano.

ELISÂNGELA FERNANDES (mediação)


Mestranda em Educação na Unicamp. Graduada em jornalismo na PUC-SP e atua desde 2008 atua na área da educação. Foi repórter no movimento Todos pela Educação e nas revistas Nova Escola e Gestão Escolar, assessora de imprensa da TV Univesp, coordenadora de comunicação e mobilização da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e analista sênior de comunicação do Cenpec. Finalista do Esso 2013 e recebeu os prêmios Abril e Andifes em 2012. Trabalha atualmente como analista de comunicação da Fundação Carlos Chagas.

O QUE DISCUTIREMOS?

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com base no último Censo Escolar entre 2014 e 2015, 12,7% dos alunos matriculados na primeira série do ensino médio abandonaram as salas de aula, o mesmo acontecendo com 12,1% dos matriculados na segunda série e 6,7% dos matriculados na terceira série. No ensino fundamental, a taxa de evasão na nona série – a última nesse ciclo educacional – foi de 7,7%, no mesmo período. Já no ensino superior, a taxa de abandono acumulada em cinco anos para os que entraram numa faculdade em 2010 foi de 49%. Nas universidades privadas, onde o ensino é pago, a desistência foi de 53%. E nas universidades públicas, gratuitas, mas com um processo de entrada bastante seletivo, a taxa de desistência foi de 47% nas municipais, 38% nas estaduais e 43% nas federais.


Em 2017, 1,3 milhões dos jovens 15 a 17 anos não estavam na escola. Importante ressaltar que a distribuição desses jovens, espacial e entre grupos socioeconômicos, não é uniforme, e que quanto maior a vulnerabilidade, maior a probabilidade de esses jovens evadirem ou abandonarem os estudos. (Insper Conhecimento, 2019) O eixo norteador das políticas públicas de incentivo à Educação Superior no Brasil estabelece diretrizes para a educação até 2024. Ao todo, são 20 metas que precisam ser alcançadas nos dez anos de vigência e, para a Educação Superior, a meta 12 estabelece três pontos fundamentais: elevar a porcentagem de matrículas nesse nível de ensino em relação à população de 18 a 24 anos em 50% (os dados do IBGE/2015 marcam 34,6%). Diante desse contexto, debateremos no próximo Vozes Urbanas os desafios e possibilidades para superar as desigualdades no percurso escolar, quais obstáculos precisamos superar até o acesso à universidade?

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Fundação Tide Setubal